ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/04/2020

Em 2018, o cantor norte-americano Childish Gambino ganhou três estatuetas após lançar “This is America”, música que relata a violência e o medo que os negros enfrentam diariamente e o impacto que essas atitudes causam nas suas vidas. Por consequência desses efeitos abordados, para alguns críticos, a canção é considerada um “hino contra o racismo”. Hodiernamente, é correto afirmar que o racismo ainda prevalece na sociedade devido, principalmente, ao preconceito social e à falta de intervenção política contra as práticas intolerantes. Por conseguinte, são necessárias medidas para reverter esse problema.

Em primeira análise, a citação de Albert Einstein: “Triste época, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” pode ser associada à discriminação contra a negritude presente desde os tempos de colonização. Por exemplo, no livro de Machado de Assis “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, há uma cena na qual o protagonista, durante sua infância no século XVII, monta num menino negro e o faz de “cavalinho” enquanto dá palmadas nas suas costas. Seus pais, ao verem a cena, ficam orgulhosos, já que, segundo eles, o garoto rico mostra-se superior ao outro. Logo, a intolerância é um fator importante que acarreta o racismo.

Outrossim, em 2019, na cidade carioca, um homem negro foi morto após a polícia militar disparar 80 tiros no seu carro. Segundo a polícia, a ação foi “por engano” e apenas 10 dos 12 agentes envolvidos foram presos. Ademais, a partir do século XVIII, surgiu, nos Estados Unidos, o movimento da “Ku Klux Klan” (KKK), que agredia afrodescendentes e, segundo o governo estadunidense, foi responsável pela morte de mais de 50 mil vítimas. Porém, segundo uma reportagem de 2013 do jornal “New York Times”, nem todos agressores foram punidos. Portanto, a falta de intervenção governamental na punição dos infratores contribui com ações criminosas, dado que nem sempre são punidos pelos atos.

Desse modo, ao analisar os aspectos mencionados, é mister que o Estado tome providências para reverter o quadro atual. As escolas, além do bom ensino, devem educar para a cidadania, por meio de palestras e grupos de integração social, para que os alunos sejam mais tolerantes e aceitem a diversidade humana. Além disso, órgãos públicos estatais devem averiguar todos casos de desrespeito ao próximo, por intermédio de investigações e depoimentos das vítimas e suspeitos, a fim de que os culpados sejam devidamente penalizados, uma vez que, perante lei, todos são iguais. A partir dessas atitudes, o racismo não será persistente na população brasileira.