ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/05/2020
Sancionada em 1888, a Lei Áurea foi uma grande consquista e um grande passo para por um fim no racismo que assolava o Brasil. Porém, mesmo depois de diversas vitórias, como o fim da escravidão, a discriminalização racial ainda é muito presente na sociedade brasileira contemporânea e devemos ter em mente que tal problemática perdura por conta de pensamentos relacionados às nossas raízes históricas, bem como crianças que são, desde pequenas, sitiadas por atitudes e pensamentos racistas, mesmo que de maneira inconsciente.
Parte de tal mentalidade preconceituosa é oriunda do período da escravidão, no qual negros e africanos viveram subjulgados pela elite portuguesa e brasileira. Desse modo, vale ressaltar que tal pensamento ainda persiste na mente de diversos brasileiros, pensamento este que é refletido em números, já que 31,3% dos jovens brasileiros no nível superior são brancos, e apenas 12,5% negros, de acordo com dados recentes do IBGE, o que é surpreendente, tendo em vista que 54,9% da população brasileira é negra.
Ademais, outro fator que contribui para persistência do racismo são os diversos estímulos vivenciados pelas crianças, atos que contribuem para a formação de mais mentes preconceituosas e racistas. Logo, percebe-se que não é difícil presenciar crianças separadas em grupos raciais nas escolas e creches, tampouco realizando piadas de cunho racista desde muito cedo.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para o combate ao racismo no Brasil. Por consequência, o estado deve, com a ajuda do ministério da educação, promover, através de verbas, projetos em escolas e creches para ressaltar às crianças a importancia do combate ao racismo. Além disso, cabe ao poder legislativo e judiciário a criação de leis e políticas públicas que visem combater o preconceito, para assim conscientizar a população brasileira. Afinal, já dizia Nelson Mandela: ‘‘A educação é a melhor arma que você pode usar para mudar o mundo’’.