ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 29/06/2020

A teoria da Tábula Rasa de John Locke afirma que o ser humano nasce sem conhecimento. Posteriormente, de acordo com o meio e as pessoas ao ser redor, seus pensamentos são moldados. Dessa forma, o preconceito não nasce com os indivíduos, mas são ensinados e perpetuados, pois estão enraizados na sociedade. Como consequência, uma classe de pessoas são oprimidas e vivem na desigualdade. É necessário portanto, buscar meios de construir uma democracia racial.

Contínuo a isso, a Lei Áurea foi responsável pela abolição da escravidão no Brasil em 1888. Nesse contexto, a mão de obra escrava foi substituída pelos imigrantes, agora remunerados, pois além da necessidade de trabalhadores, era uma forma de realizar o branqueamento da população. Ademais, não houve preocupação em criar maneiras de inserir os ex escravos na sociedade, resultando na marginalização dessa parcela da população. Esse processo histórico reflete nos dias atuais por meio da exclusão de negros no ambiente de trabalho, nas universidades, entre outros, pois estes não possuem as mesmas oportunidades.

Dessa forma, um mecanismo eficaz para o combate do racismo, criando assim oportunidades igualitárias, é a educação. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a educação é essencial para a formação da sociedade, criando indivíduos justos e virtuosos. Portanto, a pauta antirracista deve ser inserida na educação desde a infância. Além disso, políticas públicas com o objetivo de alcançar mais igualdade são de extrema importância, a exemplo das cotas raciais, que permitiram maior acesso de negros nas universidades.

É fato que o racismo está enraizado na sociedade e cria barreiras para as pessoas, causando exclusão. Cabe ao Ministério da Educação, órgão  responsável pela educação no país, instigar debates sobre esse tema em escolas e universidades, por meio de palestras com especialista e pessoas que vivenciam essa situação, com o objetivo de gerar reflexão e aprendizado.