ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 10/07/2020

No filme “Estrelas Além do Tempo”, as três protagonistas negras, Katherine, Mary e Dorothy, sofrem racismo ao longo da produção, principalmente em seu ambiente de trabalho por seus colegas. Porém, no final acontece uma grande reviravolta, onde as protagonistas se revoltam e os símbolos de segregação racial são finalmente destruídos por seu chefe. Não longe da ficção, o racismo está completamente presente no cenário brasileiro, o que faz com que seja necessária a existência de meios de suprimir o racismo no Brasil, assim como houve no filme. Essa necessidade se dá tanto pela falta de credibilidade no potencial de negros, quanto pela ausência da inclusão dos negros na sociedade. Portanto é evidente que medidas sejam tomadas para amenizar as circunstâncias.

Vale ressaltar, a priori, que a descrença de que negros podem se sair tão bem quanto brancos nas mesmas atividades começou há muito tempo. Isso é preocupante porque, muitos acreditam que é a cor da pele que torna uma pessoa mais ou menos capaz de realizar algo, quando na verdade são as oportunidades oferecidas e a vontade da pessoa de alcançar seu objetivo. Porém, não é no que os racistas querem acreditar, para eles apenas o fato de alguém não possuir um tom de pele claro, os torna inferior. Prova disso, pode-se citar Machado de Assis, um célebre escritor negro, que foi representado como branco, pois não se acreditava em tamanho talento vindo de um que não fosse branco. Logo, é visível que o modo como parte da sociedade julga as pessoas precisa ser mudado.

Além disso, a exclusão dos negros do corpo social brasileiro, que também existe há muito tempo, continua sendo um problema inquietante. Isso ocorre justamente por muitos pensarem que negros não são capazes e acabam não contratando eles para qualquer trabalho, ou, até mesmo, quando se trata de escolas, recusando-se a conversar com o colega ou a assistir uma aula de um professor negro por seu preconceito. Sendo assim, pode-se dizer que o Brasil teve a sua própria segregação racial, assim como o apartheid na África do Sul, e continua tendo, mesmo que não tão intensa quanto antes. Dessa forma, percebe-se a necessidade de uma mudança na forma de pensar de muitos indivíduos.

Torna-se evidente, portanto que a presença de modos para extinguir, ou pelo menos amenizar, o racismo no Brasil é de extrema importância. Assim, os empresários - maiores responsáveis pelo desenvolvimento econômico de um país - motivados pelo reconhecimento que a empresa receberia com o desenvolvimento de um marketing que mostrasse a diversidade da corporação, devem credibilizar funcionários negros, através de um aumento no número desses, visando amenizar esse preconceito em relação à capacidade de alguém apenas pela sua cor, e também contribuir para que a inclusão dos negros esteja cada vez mais presente na sociedade brasileira.