ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 19/06/2020
As marcas da escravidão ainda são muito presentes no cotidiano mundial, uma das maiores evidencias da necessidade de progresso é notada no período de 1948 á 1994, conhecido como Apartheid, o movimento promovia a segregação racial assim sujeitando milhares de negros a uma violência e preconceitos absurdos.
Além de casos extremos como o Apartheid, existem racismos implícitos comuns no dia a dia, como por exemplo “serviço de preto” para referir-se a um serviço mal feito. Falas como essa ainda são muito utilizadas e defendidas como “liberdade de expressão”, em um País onde 56% da população possui pele parda ou negra, segundo dados do IBGE. Muitos ainda consideram o sistema de cotas como supérfluo, essa ideia contraria a reparação histórica do período colonial pós Lei Áurea, mesmo com a abolição da escravatura, negros livres eram submetidos a condições de trabalho abusivas e sub humanas. Cotas raciais e leis como a Lei 7.716, que pune crimes de preconceito deveriam ser mais efetivas, contudo pesquisas e dados, como por exemplo em 2017 foi comprovado pelo Atlas de violência que 75% das vítimas de homicídios eram negras ou pardas, mostram que ainda é necessário muitas mudanças para um sistema mais justo e igualitário. A conscientização de falas racistas contribuiria para a minimização do racismo velado, para preconceitos mais explícitos medidas legislativas mais rígidas para serem aplicadas, além de uma maior capacitação profissional para raças menos privilegiadas.