ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 19/06/2020
O racismo apresenta-se como uma grande barreira para a evolução das sociedades, pois mesmo hoje com a criminalização de atos racistas e após mais de 100 anos da abolição da escravatura no Brasil, ainda há um longo processo para que as sequelas de tantos anos de inferiorização do povo negro sejam superadas.
É evidente que a nação brasileira carrega pesadas raízes do escravismo, as violências podem ir muito além do físico no entanto ainda recai uma necropolítica sobre essa minoria. São eles os que mais morrem na mão do Estado, além de serem os mais condenados por crimes que não cometeram ou mais severamente punidos do que as pessoas de pele alva. Pessoas negras são presas sem evidências, trancadas sem julgamento, condenadas sem provas e mortas sendo inocentes. É cristalino a omissão e a conivência do Estado o qual não pune aqueles que cometem racismo, não só isso como também não leva a sério políticas sociais, como as cotas para negros, que além de serem muito fraudadas e não verificadas ainda são muito criticadas. Tanto é que a alguns dias atrás o ex-ministro da educação revogou as cotas para negros nas as pós-graduações.
Há inúmeros problemas que recaem sobre a população negra e um deles por exemplo é a maior incidência de violência obstétrica em mulheres negras, o que vai de abuso psicológico até a procedimentos dolorosos sem anestesia ou privações com o recém-nascido. Demonstrando as varias facetas de um sistema doente e racista.
A partir da afirmação ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’ de Imannuel Kant, chega-se a conclusão que o meio mais efetivo para uma mudança social é educando as novas gerações desde sua primeira fase de socialização. Através do conhecimento, que se obterá resultados mais profundos e duradouros e isso pode ser feito através de severas medidas públicas do Ministério da Educação e de governos municipais, para que haja o correto manejamento do tema já na infância e em escolas fundamentais. Bem como, ações do Ministério da Mulher e da Família para agir nos temas de combate ao racismo no núcleo das famílias brasileiras tanto quanto na proteção de mulheres negras que são bem mais vitimas de violências, tais como a violência obstétrica, e isso tudo se faz através de campanhas e mostrando a essas pessoas os seu direitos, assim sendo imperativo uma revisão no sistema jurídico brasileiro para que todos sejam tratados com isonomia e respeito como prevê a Constituição Brasileira.