ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Para Durkheim, um funcionalista, o ser-humano, em muitas de suas práticas, é influenciado pela sociedade em que está inserido. Logo, o indivíduo e suas ações sofrem influência pela consciência individual e coletiva, estabelecendo uma periferização social das parcelas não dominantes. Nesse contexto, o racismo caracteriza grave problema frente a ética brasileira, figurando imprescindibilidade de intervenções que considerem aspectos políticos e sociais. Tal qual o fim da discriminação racial e o aumento de oportunidade para os negros e pardos.

Inicialmente, é válido analisar a discriminação racial nos dias atuais. Nesse contexto, o ataque sofrido pela apresentadora Maria Júlia Coutinho (Maju), em 2015, evidencia uma das vertentes do preconceito no Brasil. Outrossim, a filha do ator Bruno Gagliasso também sofreu injúria racial pela internet em 2017. Nesse viés, é possível afirmar que a discriminação racial no Brasil existe e ocorre abertamente, apesar de ser crime.

Outra preocupação constante, é a falta de oportunidade para os afro-brasileiros. Nessa perspectiva, segundo dados do IBGE a população brasileira é constituída em sua maioria - cerca de 50,94% - por pardos e negros. Contudo, a representatividade dessa população no legislativo federal é de, aproximadamente, 3% dos parlamentares. Desse modo, percebe-se que a falta de oportunidade para essa parcela da população existe até mesmo no exercício da sua democracia.

Levando-se em conta o que foi observado faz-se urgente a adoção de medidas que tornem o poder público mais heterogêneo, de forma que a representação da sociedade seja mais realista. O Poder Legislativo, por meio dos parlamentares, deve criar leis que obriguem todas as esferas do poder público a ter a mesma diversidade étnica em seus quadros de trabalho que em suas regiões. Destarte, as instituições públicas terão uma maior compreensão da realidade do povo brasileiro.