ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/06/2020

Com a assinatura de princesa Isabel, mesmo que de forma tardia, a Lei Áurea aboliu a escravidão no Brasil. No entanto, não houve nenhuma política de inserção do negro na sociedade, que continuou marginalizado e excluído. Na contemporaneidade, o preconceito racial ainda perdura e assola a sociedade cada vez mais. Por isso, seja pela dívida histórica para com os negros no país, seja pelas disparidades sociais geradas pelo racismo, o problema deve ser analisado e resolvido.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, historicamente, o racismo faz parte da estrutura social brasileira. Desde a colonização, o branco europeu acreditava ser superior ideologicamente, subjugando outras etnias e ignorando suas culturas e costumes. Nos dias de hoje, mesmo que em novos cenários, a exclusão por conta da cor da pele já se tornou comum. Dessa forma, os negros acabam prejudicados nos ambientes de trabalho e/ou estudo, algo inadmissível.

Além disso, vale destacar a desigualdade gerada pelo racismo estrutural nas condições de vida. Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE, entre as pessoas mais pobres do Brasil, 3 em cada 4 são negras. Tais dados comprovam a diferença de chances ofertadas entre as raças. Com isso, sempre desfavorecidas, as etnias de pele escura acabam por ocupar o lugar de inferioridade.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o governo deve promover maiores oportunidades de emprego e escolaridade aos negros, utilizando de programas como as cotas em universidades, para que se encerre a dívida histórica com os afrodescendentes, diminuindo as desconformidades quanto à cor. Somente assim será possível viver em uma sociedade justa e harmônica.