ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 26/06/2020

Recentemente, a famosa marca de produtos de limpeza brasileira, Bombril, envolveu-se em uma polêmica nas redes sociais pela criação de uma esponja de aço com o nome “Krespinha”, em referência ao tipo de cabelo crespo que muitos negros possuem; é inegável o tom de maldade que tal publicação atingiu à diversas pessoas, já que ainda há gente que associa o cabelo crespo como sendo algo feio ou exagerado, como a esponja de aço. Muito tem se discutido acerca do racismo presente no Brasil e é preciso que medidas sejam tomadas para sanar essa problemática.

Em consequência disso, nota-se que cada vez mais as pessoas de cor tem procurado formas de se adequar aos padrões de beleza branca, como o alisamento do cabelo e o abandono de sua cultura simplesmente para conseguirem espaço em meios sociais e profissionais sem serem julgados por sua aparência. Contudo, é incontestável que ainda existem pessoas que determinam a capacidade de alguém pela aparência e pelo tom da pele; negros ainda sofrem preconceitos nos mais diversos lugares e isso é uma herança da exploração e escravidão de pessoas negras no passado.

Ademais, cabe salientar que pesquisas comprovam a infeliz existência de uma seletividade do âmbito profissional com o quesito da cor da pele: cargos mais altos são, em sua maioria, ocupados por pessoas brancas enquanto os mais baixos são realizados por indivíduos de cor mais escura. Esse fato é responsável por acarretar um aumento na diferença socioeconômica entre pessoas de raças distintas.

Levando-se em consideração os aspectos expostos, percebe-se a importância do combate ao racismo no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação criar projetos com a proposta de ensinar as crianças desde cedo a respeitarem a todos independente do seu tom de pele, a fim de crescerem conscientizadas a não julgarem a capacidade de alguém pela aparência e, assim, acabar com a segregação racial e brincadeiras racistas pois, como dizia Pitágoras: “educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”.