ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 30/06/2020

No filme “Estrelas Além do Tempo”, baseado em fatos reais, a personagem principal, Katherine Johnson, é uma mulher negra que trabalha na Nasa no período da Guerra Fria. Embora a personagem fosse uma das principais responsáveis pelo lançamento do primeiro americano ao espaço, ela sofreu muito preconceito, especialmente em seu ambiente laboral já que nos Estados Unidos estava vigente o sistema de segregação racial. Tal situação só se alterou quando as pessoas, tanto brancas como negras, começaram a se mobilizar contra o preconceito racial. De forma análoga, pode-se afirmar que o racismo, embora de forma mais velada, existe no Brasil. Portanto, para mudar tal situação, assim como no filme é necessária a mobilização de todos os brasileiros, tanto brancos como negros, contra o preconceito racial.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que o preconceito racial no Brasil foi historicamente agravado pela ausência de políticas públicas que incluíssem socialmente os ex-escravos na sociedade pré-republicana. Tal fator corroborou as disperidades socioeconômicas entre a elite branca e as camadas populares, que em sua maioria eram, e ainda são, contituídas por pessoas negras. Para alterar tal realidade, nos últimos anos foram criados programas governamentais que visam à redução das desigualdes históricas entre brancos e negros no país. A exemplo disso, há o sistema de cotas, que foi criado como um método provisório que deveria facilitar o ingresso de negros e pardos em Universidades e Instituições Federais. Todavia, tal sistema só contribuiu para uamentar o preconceito contra negros já que eles passaram a ser vistos como privilegiados.

Em segundo lugar, é necessário resslatar que, o preconceito racial está arraigado na sociedade brasileira. Segundo Maquiavel, o preconceito apresenta mais raízes do que princípios. Tal fato é comprovado quando se analisa, por exemplo,que o preconceito vigente no país tem por causa fatores históricos de escravidão dos negros. Mesmo após a abolição esssas pessoas continuaram sendo vistas como inferiores aos brancos em vários aspectos culturais, economicos e sociais. Nos dias hodiernos, mesmo as pessoas que não se veem como preconceituosas, por vezes, cometem atos racistas através de jargões que utilizam, os quais remetem a aspectos do período pré-abolicionista. Logo, faz-se necessária a descontrução desses hábitos preconceiuosos por parte dos brasileiros.

Por todas essas razões, é necessário que o Ministério de Direitos Humanos aliado ao Ministério da Educação, invista na diulgação de ideias contra o preconceito, especialmente nas escolas. Ademais, o MEC deve investir no ensino público, equiparando-o ao privado, já que a maioria dos negros só possui acesso a escolas pública. Dessa forma, será combatido eficazmente o preconceito racial.