ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Em meados do século XIX surgiram nos continentes americano e europeu os zoológicos humanos. Em tais Zoológicos ocorriam exibições nas quais principalmente negros, mas também indígenas e aborígines, eram postos em jaulas e expostos como animais para pessoas brancas que os forçavam a realizar ações como desfilarem nus ou imitarem sons de animais. Nesse cenário, o racismo era orgulhosamente aplaudido e celebrado por milhões de visitantes. De maneira análoga, ainda é possível verificar no mundo hodierno, após anos de subjugação negra, a persistência do racismo na sociedade brasileira, dessa forma, é válido analisar caminhos para combatê-lo.
Hodiernamente, sabe-se que o racismo tem origens históricas. A implantação da Lei Áurea, no século XIX, não forneceu qualquer apoio para os ex-cativos iniciarem suas novas vidas, muitas vezes até forçando-os a continuarem vivendo sob comando de seus antigos senhores. Naquela época era oportuno que o governo fornecesse a eles acesso a terras para instalarem suas moradias, empregos com salários decentes para que tivessem a oportunidade de se sustentar e melhores oportunidades para recomeçarem suas vidas. A forma errônea como tais leis foram aplicadas favoreceu a permanência de costumes relacionados aos negros africanos, de forma a atrasar a luta contra racismo no Brasil.
Já no século XXI, têm-se conhecimento a respeito da existência da discriminação racial na sociedade. Nesse cenário, foram criadas no país diversas legislações e medidas que buscassem mitigar essa questão, no entanto, percebe-se hoje que tais caminhos tomados possuem ainda pouca eficiência. As chamadas ações afirmativas, medidas que buscam amenizar as desigualdades existentes dos povos discriminados, não possuem grandes peripécias visto que, no atual cenário, os negros, que representam grande parcela da população, ainda são vítimas diárias do racismo, ocupam os cargos mais baixos de trabalho geralmente no setor informal da economia, poucos conseguem chegar ao ensino superior e muitos vivem ainda em bairros periféricos, nas chamadas favelas, em constante contato com a criminalidade.
Visto ineficiência das medidas atuais e a persistência do racismo no Brasil, evidencia-se a necessidade de novos caminhos que busquem sua redução. Assim o governo Federal em parceria com ONG´s de inclusão social recrutem essa parcela da população negra, das favelas ou zonas de criminalidade e encaminhem-nas para projetos de educação, da forma que não foi feita no passado, para que assim elas adquiram um novo repertório educacional e possam competir de forma igualitária com o restante da população e dessa forma a temática possa ser, enfim, resolvida.