ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 28/06/2020

Qualquer tipo de preconceito fere o físico e o psicológico de alguém. Os negros sempre foram desvalorizados pela sociedade, e até hoje sofrem pela exploração e pensamento que havia antigamente, num passado que eles não tiveram nenhuma participação. Deixar pra lá é um sinal de fraqueza em frente aos preconceituosos, e ainda no Brasil -segundo país com maior mistura de nacionalidades e que mais que a metade da população é declarada negra-, os movimentos contra o racismo ainda não são tão fortes quanto em outros países.

A lei 7.716 de 1989, tem a intenção de punir qualquer um que cometa um crime resultante da raça ou da cor de alguém, porém, em um país onde muitas das leis criadas não são cumpridas, essa é mais uma que passa despercebido pelas autoridades e pela sociedade. Essa falta de comprometimento pode ser observada nos relatórios da CPI, que diz que todo ano, cerca de 23.100 jovens negros são assassinados por ano, e muitos deles são apenas civis normais.

Mesmo o Brasil sendo o país com maior número de negros fora da África, não possuem manifestações tão intensas quanto as ultimas contra o racismo em outros países. Em São Paulo, de acordo com o porta-voz da Polícia Militar, foram aproximadamente 3 mil pessoas para as ruas, enquanto em foram em cerca de 15 mil pessoas reunidas no Hyde Park em Londres. Os dois são países que sofrem muito com o racismo, e o medo de se manifestar é um motivo dessa grande diferença de pessoas em cada protesto. As vezes esse mesmo medo é imposto não só pelos civis racistas, mas também pelas próprias autoridades.

É possível observar diante do que foi apresentado que, esse problema não será resolvido imediatamente. A jornalista Alexandra Loras havia dito que o Brasil é o país mais racista do mundo, e assim como ela foi educada a pensar assim, as futuras gerações também tem que aprender que qualquer preconceito é errado e não deve ser feito. O Conselho Nacional de Educação, junto com canais de mídia mais fortes, internet e televisão, devem entrar em parceria, mudando as modalidades de ensino para que não exponham pensamentos preconceituosos, de qualquer tipo, e as mídias influenciando as famílias e as próximas gerações, mostrando que não há defeito em ser negro, gay, gordo ou mulher.