ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 25/06/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XX. O racismo no Brasil, mesmo após a abolição da escravatura, ainda existe imprecatado, e a desigualdade racial reflete nessa realidade.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer como a descriminação racial limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, na prática, viver com dignidade. No Livro Cidadão de papel, Gilberto Dimenstein afirma que, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país, o Brasil ainda é negligente quando o assunto é o racismo no Brasil, por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, é necessário destacar que, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito básico a liberdade, ao respeito e a liberdade, não é o que se observa em muitos estados do país em relação aos negros. Isso porque o Estado que, segundo o sociólogo britânico T. H. Marshall, tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, não cumpre o seu papel. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e , por isso, precisa ser combatido.
Portanto, são necessárias ações que visem mitigar essa problemática. Nesse sentido, cabe às escolas e o governo promoverem palestras e ações conjuntas etnicamente, incentivando uma maior conscientização acerca da imortância da inserção da população negra a sociedade, para mostrar a igualdade entre todos. Somente assim, observa-se-á uma tenuidade do racismo no Brasil, até que seja erradicado.