ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista e acredita em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o racismo, torna o país cada vez mais distante do imaginado pela personagem. Nesse âmbito, seja pela ineficiência governamental, seja pela negligência social, o problema exige uma reflexão urgente.
É necessário destacar, a priori, que a idealização de Quaresma distancia-se ainda mais da realidade brasileira, visto que os desmazelos das instâncias governamentais contribuem para a continuidade da problemática. Sob tal ótica, segundo Aristóteles, a política serve para garantir o bem-estar e a felicidade da população, contudo isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito à igualdade, o legado de negligência e ignorância em relação ao preconceito com cidadãos que apresentam uma pigmentação de pele mais escura persiste e impede que o país prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Logo, consiste no fato de que a teoria aristotélica nem sempre é aplicada na prática.
Ademais, é imperativo pontuar que a displicência populacional corrobora de forma intensiva o entrave. Nesse viés, de acordo com o sociólogo brasileiro Bentinho, mudanças significativas na sociedade somente são conquistadas por meio da participação popular. Desse modo, é importante salientar o papel do corpo social em combater a omissão do governo mediante ao desrespeito evidente contra indivíduos negros que fazem parte de uma etnia considerada “inferior” por grande parte da população. Assim, é essencial a intervenção do brasileiro na comunidade em que vive e sua contribuição, sobretudo, para a estimulação de uma nação mais igualitária.
Diante disso, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao MEC (Ministério da Educação) orientar os alunos sobre meios para combater o racismo no Brasil, por meio de palestras e debates nas escolas – que têm como função social formar alunos reflexivos e conhecedores dos seus direitos e deveres - a fim de aprimorar o aprendizado quanto ao assunto e, com isso, estimular o senso crítico dos estudantes. Dessa forma, notar-se-á uma melhora no cenário nacional e maior aproximação do ideário de Policarpo Quaresma.