ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o racismo torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela visão eurocêntrica, seja pela ignorância humana, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que esse problema leve o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente ao racismo persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas à discriminação racial. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra ”Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela desigualdade étnica. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e autorreflexivos, capazes de intervir e melhor a sociedade em que vivem.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver a problemática em questão. Diante disso, cabe ao MEC (Ministério de Educação e Cultura) promover palestras, danças e músicas de diferentes culturas e etnias nas escolas. A ideia é que esses programas mostrem às crianças a grande diversidade de culturas presentes no Brasil e no mundo, afim de ensiná-las, desde cedo, a respeitar e valorizá-las. Dessa forma, notar-se-á uma melhora na convivência em sociedade, atendendo ao princípio defendido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.