ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/06/2020

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, entende-se que o racismo ainda é um problema em questão. Assim, é necessário analisar que seja pela mentalidade atrasada, ou seja pela falta de representatividade negra, o entrave vem silenciosamente se agravando e necessita de métodos para o seu combate.

Primeiramente, cabe ressaltar que o pensamento escravocrata do passado possui relação direta com o o preconceito racial. Sendo assim, aqueles que praticam atos de intolerância possuem como referência esse acontecimento. Isso, pode ser associado à maior presença de pessoas negras em ofícios braçais, o que sustenta o argumento retrógrado da não capacidade de exercer cargos intelectuais, ou então, de  gestão. Logo, pode-se compreender que as raízes coloniais ainda infringem diretamente esse grupo social.

Em segundo lugar, a falta de presença contribui para a perpetuação desse conceito. Pois a imagem do branco está sempre associada, aos melhores papéis, mostrando uma superioridade em relação às demais etnias. Por isso, é possível perceber essa discrepância nos meios de comunicação atuais, em que os poucos representantes dessa minoria não exercem a mesma influência e não possuem o mesmo prestígio em comparação aos brancos. Enfim, a problemática cria uma desigualdade e por isso é fator contribuinte para a situação.

Em suma, a problemática ainda existe e necessita de solução. Deste modo, o Governo deve instituir ações afirmativas - políticas públicas -, por meio de palestras e formações, para auxiliar na destituição da desigualdade racial criada de acordo com a formação do país, e fornecer  oportunidades para todos, independentemente de sua cor. Portanto, poder-se-á atenuar a desproporcionalidade discutida por Dimenstein.