ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Infelizmente, mesmo após o fim da escravidão no Brasil, o preconceito racial é cotidiano na sociedade brasileira, ou seja, o tema ainda é contemporâneo.
O racismo no Brasil é um termo atual porém existente desde a época de sua colonização, no qual os colonizadores pensavam que pela cor da pele o sujeito possuía algumas características “especiais” como: aptidão física e/ou inteligência.
Muitos brasileiros ainda acham que a raça impacta a vida em seu país. Um artigo de pesquisa publicado em 2011 indicou que 63,7% dos brasileiros acreditam que a raça interfere na qualidade de vida, 59% acreditam que faz diferença no trabalho e 68,3% em questões relacionadas à justiça policial. Segundo Ivanir dos Santos (especialista em assuntos raciais do antigo Ministério da Justiça), “Há uma hierarquia de cor da pele: onde negros, pardos e de pele escura devem conhecer seu lugar na sociedade”. Embora 54% da população seja negra ou tenha ascendência negra, eles representaram apenas 24% dos 513 representantes escolhidos no legislativo a partir de 2018.
A desigualdade racial é vista principalmente por níveis mais baixos de educação e renda para não brancos do que brancos. A desigualdade econômica é mais dramaticamente vista na quase ausência de não brancos dos níveis superiores da faixa de renda brasileira. De acordo com o sociólogo Edward Telles, os brancos têm cinco vezes mais chances de ganhar na faixa de renda mais alta. No geral, o salário dos brancos no Brasil é, em média, 46% acima do salário dos negros.
Apesar da luta constante contra o racismo, ainda é perceptível a necessidade da expansão das medidas de combate do mesmo. Além de leis já em ação, as escolas e o governo poderiam conscientizar as pessoas sobre a igualdade entre as raças, com o intuito de promover a integração das minorias à sociedade.