ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 26/06/2020

“Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho, tinha uma pedra”. Com base no poema do autor modernista, Carlos Drummond de Andrade, a pedra pode ser facilmente comparada com os caminhos para combater o racismo enraizado na sociedade brasileira, visto que, é um obstáculo no meio do caminho para a igualdade entre raças no país. Desse modo, o preconceito racial de pessoas “brancas” e a negligência do governo, contribuem para que essa pedra continue no meio do caminho.

A Constituição Federal  de 1988 determina que as pessoas devem promover o bem à todos sem preconceitos de origem, raça, cor e quaisquer outras formas de discriminação podendo punir qualquer um que faça do contrário. Contudo, na prática o governo deixa vários desses atos passar imune, como é o caso de milhões de cidadãos pretos inocentes que morreram pela mão da polícia e que não foram vingados. Dentro dessa perspectiva, não é preciso voltar no tempo para saber que os caminho para combater o racismo podem ser mais complicadas do que a mudança estrutural, tendo em vista que, pessoas pretas sempre foram menos desfavorecidas do que as pessoas brancas, e desde a colonização são vistas como ladrões, favelados, agressores ou até mesmo macacos.

De acordo com Chester Williams, símbolo da união racial por ser o único ex-jogador negro da seleção de rúgbi da África do Sul em 1995, que viveu o preconceito do país pós-Apartheid na pele, pois continuou sendo um regime de segregação racial mesmo com seu fim, ele afirma que a melhor forma de lutar contra o racismo é não se calar diante o medo, pois é importante que as pessoas entendam a luta dos pretos/negros que passam por isso diariamente, para que assim se coloquem no lugar dos que sofrem e tentar achar uma solução.

Portanto, é mister que haja a conscientização da população e que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a indução das mudanças dos atos racistas dos brasileiros a respeito do problema, é necessário que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, através das verbas governamentais, campanhas nas redes sociais que chamem a atenção do receptor para buscar mais informações de diferentes fontes na intenção de se adentar no tema exposto, podendo assim ter a alienação dos internautas. Além de fazer palestras em escolas abordando o sentimento de exclusão das pessoas que sofrem com o preconceito, podendo assim causar sororidade entre as crianças e adolescentes de raças opostas e também ir para as ruas na ideia de começar um movimento ativista passivo que luta contra a violência direcionada as pessoas negras/pretas. Somente assim, será possível combater de forma passiva o racismo no Brasil.