ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 26/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o racismo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito quanto da ignorância estatal. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Precipuamente, é fulcral pontuar que o racismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades. De acordo com o IBGE, 54% dos brasileiros são negros. Sendo a maioria da população e aliado ao fato de que ninguém nasce racista, a situação é completamente reversível.
Ademais, é imperativo ressaltar a ignorância estatal como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o estado não dá a devida atenção a maioria da população. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o estado não dá suporte a população negra da maneira que devia.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o racismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do MEC será revertido em educação através de uma boa condição de estudos e moradia. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do racismo, e a coletividade alcançará a Utopia de More.