ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 27/06/2020

Martin Luther King, ativista estadunidense, passou grande parte de sua vida lutando contra a segregação racial e a favor da igualdade de direitos. Apesar de seus boicotes e protestos terem sido bem sucedidos, fazendo com que posteriormente se tornassem um exemplo ao redor do mundo, muitos países ainda sofrem com problemas relacionados ao racismo. Dentre esses países, temos o Brasil.

Historicamente, o Brasil é ultrapassado em representatividade racial, visto que foi o último país ocidental a abolir a escravidão. No Brasil, esta escravidão durou mais de três séculos e, ao seu final, não trouxe consigo a cidadania para os negros libertos. Esta demora no processo, ainda traz muitos resquícios que permanecem no cotidiano brasileiro, contribuindo para que na sociedade atual, ocorra a marginalização de pessoas pretas ou pardas.

“No Brasil, o mesmo negro que constrói o chão do seu apartamento, ou que lava o chão de uma delegacia, é revistado e humilhado por um guarda nojento”, frases da canção “Lavagem Cerebral” de Gabriel, o Pensador, mostram imagens comuns na vida de 53% (cinquenta e três por cento) da população brasileira, a população negra. Na mesma canção, é possível ouvir “só precisamos de uma reformulação geral, uma espécie de lavagem cerebral”, estas frases se referem à cultura histórica do racismo implementada no Brasil e a necessidade de mudança.

No Brasil já existe lei que condena o racismo como crime inafiançável, porém, apesar de já existir há duas décadas, ainda é pouco aplicada. Muitos casos de racismo ainda são classificados como injúria, que prevê punição mais branda. É necessário que a Justiça Federal brasileira passe a aplicar a lei de número 7.716 diante de todo e qualquer caso de racismo, a fim de diminuir a incidência do racismo no Brasil e reforçar que existem consequências severas quando se comete este crime.