ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 25/06/2020

Há mais de séculos negros vem enfrentando uma luta para conquistar seus devidos direitos e apesar de tanto tempo, estes ainda não foram conquistados por completo. Os direitos humanos afirmam que todos os seres humanos são iguais e dignos dos mesmos direitos e deveres, independente da raça, gênero, nacionalidade, sexualidade ou qualquer outra condição, mas infelizmente na prática essa lei não vigora muito bem.

Como mencionado, a luta contra o preconceito racial transcorre séculos, o negro já foi visto e usado como objeto, muitas vezes até como moeda de troca, graças a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 1888 a escravidão foi abolida no Brasil, porém, apesar de hoje a realidade não ser tão extremista quanto naquela época e isso, sem dúvidas, foi e ainda é considerado uma grande conquista, o preconceito ainda flui de forma natural no cotidiano, as vezes passando por despercebido. Muitos, hoje, carregam pensamento e concepções formadas na época da escravidão, transpassadas de geração em geração de forma natural, contudo tem encoberto um racismo enraizado.

Hoje, pode-se dizer que jovens negros estão tendo oportunidades que talvez seus pais e ou/avós não tiveram, mas sem dúvidas, ainda não se pode comparar com os privilégios brancos. A taxa de jovens negros no ensino superior, por exemplo, avançou, contudo ainda é a metade da taxa dos brancos, isso não é ocasionado por falta de interesse, mas diversas vezes, falta de oportunidades. Apesar da Lei estabelecida para auxiliar pessoas com menos condições, negros e/ou indígenas a ingressarem no ensino superior, a chamada Lei de Cotas, estar vigorando no Brasil, dados do IBGE apontam que a Lei acabou contemplando mais brancos de baixa renda e escola pública do que os negros.

Tendo em vista os aspectos mencionados, para amenizar a dívida histórica que brancos tem para com os negros é importante ceder o local de fala a estes que sofrem desse preconceito para ensinarem os mais leigos sobre o assunto, uma forma disso acontecer seria nas escolas, com a inclusão debates com esse tema. Cabe também aos canais midiáticos tratarem mais sobre esse assunto, dando voz aos próprios negros para tratá-lo com precisão. Ao Ministério da Cultura investir em sarais da cultura de matriz africana. Afinal, como disse Nelson Mandela, homem que inclusive lutou pelos direitos iguais, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, conhecimento nunca é demais.