ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/06/2020
O racismo pode ser descrita desde a antiguidade. Desde o século XVI a escravização sistemática de povos africanos já era muito grande, tendo uma visão eurocêntrica partida dos europeus de que a raça branca era superior. Uma discriminação que prevalece ainda hoje e que de suma importância precisa ser discutido.
Em primeiro lugar, observa-se que o racismo continua sendo um grande fator prejudicial se mostrando cada vez mais presente na sociedade brasileira. Após movimentos antirracistas,abolicionistas e do próprio fim da escravidão, encontramos atos presentes em nosso cotidiano. Dados recentes do IBGE apontaram que existe uma grande diferença no acesso a níveis de ensino pela população negra: das pessoas na faixa etária entre 15 e 24 anos que frequentavam o nível superior, 31,1% dos estudantes eram brancos, enquanto apenas 12,8% eram negros e 13,4% pardos.
Acima de tudo, existe uma relação entre o racismo e o desemprego no Brasil. Quando comparado a variável cor da pele, a taxa de desemprego entre os que se declararam brancos (10,2%) ficou abaixo da média nacional (12,7%) no primeiro trimestre de 2019. Enquanto isso, as taxas entre pretos (16%) e pardos (14,5%) ficaram acima da media. Isso mostra que mesmo a população negra no Brasil ser de 53,9%, ainda há forte desigualdade no país.
Logo, nota-se que a permanência desse tipo de injustiça acaba prejudicando a vida e formação de muitos brasileiros, portanto é necessário que o Ministério da Educação proponha um maior engajamento antirracista nas escolas, impedindo discriminação, utilizando cotas e outras ferramentas necessárias para solucionar esse tipo de problema. Assim sendo também é importante que o Ministério do Trabalho aumente seus investimentos em programas de combate ao racismo nos meios de trabalho, assim ampliando fiscalizações que buscam desigualdades raciais nas empresas.