ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 23/06/2020
Mal herdado
Sancionada em 13 de Maio de 1888 pela princesa Isabel, a lei Áurea que quer dizer “de ouro” pôs fim a essa forma de exploração do trabalho que baseava-se na etnia do cidadão, mas tal ato não significa a efetiva liberdade dos habitantes negros e mestiços mediante aos hábitos racistas que persistem na sociedade. “Ser livre não é apenas se livrar das correntes que lhe prendem, mas viver sendo capaz de respeitar e engrandecer a liberdade dos outros” Nelson Mandela, presidente da África do sul de 1994 até 1999.
Após o término tardio da escravidão no Brasil, muitas ações corroboraram para o firmamento de práticas racistas na sociedade, aqueles que um dia sofreram com a escravidão e com isso não possuíam nenhum direito igualitário com a sociedade não puderam contar com qualquer ressarcimento ou política de inclusão, juntamente a visões eurocêntricas herdadas sobre a estruturação social e a supremacia de uma etnia com as outras, aumentaram a discriminação de grande parte da população refletindo na formação de favelas, locais que as pessoas não queriam habitar, e na exclusão social de povos indígenas que sofreram com o genocídio, desmembramento de terras e destruição de aldeias
No dia 10 de Abril de 2019 o site “observatório do terceiro setor” revelou que 71% das pessoas assassinadas em território nacional possuem tom de pele escuro, mesmo que os negros representem 54% da população brasileira. Com o claro aumento dos casos de racismo, e tendo como estopim a morte de George Floyd pelas mãos de um policial branco nos Estados Unidos, pessoas de todo se uniram com o movimento ativista Afro-americano de 2013, “black lives metter” (vidas negras importam) pedindo o fim da descriminação racial. E de acordo com o advogado Thiago Amparo “ainda falta muita empatia com mortes de pessoas negras por parte de quem está afastado dessa realidade no Brasil”.
Destarte é possível afirmar ao Estado a necessidade da ampliação das medidas já existentes, bem como a fiscalização das mesmas e em parceria com os responsáveis e educadores, ensinar as crianças a jamais discriminar alguém, não importando a diferença, mas sim a respeitar todos como iguais. Para que assim ao amadurecerem possam ensinar o que aprenderam para a próxima geração. Compete ao Governo a criação de propagandas que estimule vítimas de racimo a denunciar e aos veículos de comunicação, a disseminação dessas, inibindo que práticas racistas encorajem outras por meio do sentimento de impunidade