ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/06/2020

Promulgada em 1888, a Lei Áurea assinada pela princesa Isabel, decretou o fim da escravidão, que embora tardia sendo o Brasil o último a decretá-la, foi essencial para a libertação de um período de dor e opressão dos negros. No entanto, ao observar o racismo ainda presente no Brasil, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que o preconceito e a postura do estado coadunam-se no agravamento desse entrave.

Isso ocorre, principalmente, devido ao preconceito de uma maioria.  Segundo Émille Durkhein a sociedade funciona como um corpo, pois ambos precisam de todas as pequenas partes para que haja perfeita harmonia. Porém, na realidade o julgamento motivado por um sentimento hostil e individualista, sem bases concretas faz com que na sociedade haja uma exclusão de partes, baseadas em diferenças biológicas.

Ademais, o estado não cumpre verdadeiramente o seu papel. De acordo com Thomas Hobbes, a função do estado é garantir o bem-estar social. Embora, na realidade não seja isso que acontece por muitos fatores. A vertente que nos importa é que, desde tempos remotos quando negros foram escravizados, o estado impôs uma superioridade entre raças, que se mantém até os dias atuais, sendo pouco motivada a questão de respeito e consciência de um pretérito opressor, mas a necessidade de um futuro igualitário, gerando majoritariedade de classes e discriminação de outras.

Portanto, ao analizar os fatos acima mencionados, cabe ao governo (em que o corpo governante exerce autoridade) promover a conscientização da população, por meio de anúncios públicitários que expressem a importância de cada um, que mostre que todas as pessoas são iguais, independente de raças. Cabe ainda a contrução de leis mais severas, com altas multas. Para que assim, o racismo mesmo que não totalmente extinto, mas pelo seja amenizado e traga igualdade para todos no Brasil.