ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 21/06/2020

O racismo no Brasil.

Parafraseando Haile Selassie, ex-Imperador da Etiópia, “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. Seguindo esse pensamento, pode-se ver que a discriminação de cor ou raça é algo muito forte há muito tempo. Isso se deve pelo descaso populacional perante à história negra e pela presença de intensos ideais visando a supremacia branca.

Em primeiro lugar, em um vídeo de Chimamanda Adichie, importante escritora e feminista nigeriana, mostra os perigos de uma história única e como as pessoas são rotuladas só pela sua cor ou origem. E, atualmente, no Brasil, há o descaso de boa parte da sociedade com a história de diferentes povos (principalmente dos negros), gerando o surgimento de estereótipos errôneos e preconceituosos.

Também é importante ressaltar, que pensadores como Francis Galton, criador do conceito de eugenia, foram importantes para reforçar a supremacia de raças no cenário brasileiro, originando movimentos como o “branqueamento” da população entre os anos de 1889 e 1914. Essa corrente ideológica persiste até hoje nos ideais de algumas pessoas, porém de forma mais “mascarada”, mesmo assim, não deixa de ser racismo.

Em suma, para que o racismo no Brasil seja mitigado, as escolas devem reforçar a história negra e mostrar como estes foram importantes na formação do país, por meio de palestras ou aulas obrigatórias -na disciplina de história, por exemplo- direcionadas a essa temática. Ademais, o Ministério da Cidadania também deve reforçar as leis de igualdade racial, tornando-as mais rígidas, aumentando a multa ou até mesmo o tempo de prisão. Com isso feito, a guerra mencionada por Haile Selassie será amenizada.