ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/06/2020
No país, mesmo com 56% da população se declarando negra, segundo o IBGE, esse povo ainda é tratado como minoria nas questões de direitos e representatividade política. O racismo, presente no Brasil desde antes mesmo de ser chamado assim, é algo retrógrado e inadmissível na sociedade atual, uma vez que a mesma busca o progresso. Entretanto, não é fácil combater um problema que está na mente da população há tanto tempo, e para que essa prática abominável seja extinta, é preciso compreender a sua origem e formular debates sobre o assunto.
Se faz de extrema relevância para o movimento anti-racista entender como foi instaurada uma concepção tão cruel na população. No período período colonial, poucos achavam um absurdo o fato de pessoas serem consideradas animais ou pior do que isso, apenas por possuir uma cor de pele diferenciada. Houve diversas investidas para tentar provar que os negros eram incivilizados e menos desenvolvidos que os brancos, e, apesar de não ser verdade, a ideia se espalhou para tentar justificar a escravidão. Mesmo em 1888, quando foi proibido por lei ser propriedade de outra pessoa, os negros não tiveram chance nenhuma de uma vida digna. Assim, pode-se assimilar o fato de que a falta de possibilidades dessa etnia vem de bem antes dos dias atuais.
A importância da informação também se evidencia nessa luta. Como se pode falar sobre um assunto se não há muita repercussão? Felizmente, esse tema está conquistando cada vez mais espaço na sociedade, principalmente com a recente onda de protestos em busca de igualdade racial. Segundo uma pesquisa da ONG britânica Oxfam, se o país continuar desigual e intolerante, apenas em 2089 será possível uma equidade salarial completa entre negros e brancos no país. Em um artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” no dia 21 de junho de 2020, é dito que “se o Brasil pretende crescer de forma sustentável, precisa resgatar uma histórica dívida social. Devemos urgentemente oferecer as condições necessárias para mitigar a desigualdade”, expondo assim o valor de ceder áreas de influência a quem precisa ser ouvido.
Por isso, se faz necessária a implantação de leis mais severas em relação a esse crime, pois ainda muito pouca é a punição referente a esses casos. Também é valido que o governo, por intermédio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, promova uma conscientização, por meio de campanhas, principalmente pelas mídias sociais, e palestras nas escolas, de modo que toda a população tenha acesso ao conhecimento para que essa causa seja adotada por muitos e assim finalmente caminhando para a igualdade.