ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 23/06/2020

Um binômio argumentativo é fundamental ao se refletir sobre os caminhos para combater o racismo no brasil: a mudança de mentalidade da população e o aumento de oportunidades para afrodescendentes. A partir da realidade apresentada, que deve ser mantida, é mister a manutenção do quadro.

De início, no que se refere ao combate ao racismo, conhece-se um dos seus caminhos, a mudança da mentalidade da população. Historicamente a cultura negra foi vista como criminosa, a exemplos das leis criadas na Primeira República por Marechal Deodoro da Fonseca, as quais criminalizavam o samba e a capoeira, por serem julgados degradantes à sociedade. Hodiernamente, tais imagens deturpadas ainda permeiam a mentalidade social, moldando de forma negativa a imagem da cultura afrodescendente, aproximando-o da criminalidade e dificultando o processo de redução do racismo, como se observa com proposta de origem civil a respeito da criação de um projeto de lei que crimalizaria o funk. Portando, é primordial a mudança de mentalidade da sociedade sobre os negros.

Além disso, cabe ressaltar o aumento de oportunidades para afrodescendentes como outro caminho para se combater ao racismo. A saber, a política de cotas raciais, no Brasil, começou a ser utilizada entre 2000, com a UERJ, e 2004, com a UNB, com o intuito de separar cerca de metade das vagas das universidades para alunos oriundos das escolas públicas e/ou negros, com o intuito de facilitar a entrada desta camada da população e corrigir dívidas históricas, permitindo assim, que em 2019, esta população representasse cerca de 50% dos alunos. A partir do exposto, observa-se que a política destas Instituições de Ensino Superior facilitou a entrada de estudantes antes excluídos do processo, aumentando assim as oportunidades frente ao mercado de trabalho. Portanto, é primordial gerar mais chances.

Sendo assim, observa-se a mudança de mentalidade da população e o aumento de oportunidades para afrodescendentes como caminhos para combater o racismo no Brasil. Diante disso, a Secretaria Especial da Cultura deve incentivar a mudança na forma de pensar da população a respeito da população afrodescente e a sua cultura por meio de propagandas, na televisão, rádio e em mídias sociais, as quais desmistifiquem as crenças degradantes, a fim de reduzir os ataques preconceituosos. Ademais, o Ministério da Educação deve icentivar o uso das políticas afirmativas em outros seguimentos da educação, tais como faculdades particulares e cursos profissionalizantes, por intermédio de atividades dentro destas instituições, os quais mostrem as necessidades das cotas, visando aproximar-se, cada vez mais, da tão sonhada democracia racial.