ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 24/06/2020
“A carne mais barata do mercado, é a carne negra”, são palavras presentes em uma das composições da cantora Elza Soares, na qual faz alusão direta ao racismo explicito no Brasil. A palavra racismo se emprega a descriminação de quem possui raça diferente, normalmente relacionado a segregação racial, se confere a ação de ser hostil e desrespeitoso com alguém por seus traços e aspectos.
Essa realidade se construiu com a chegada de cerca de 5 milhões de escravos negros traficados por portugueses, por volta dos séculos XVI e XVII para maior entendimento do assunto, devemos recorrer ao passado, visando que o povo negro teve sua liberdade descaradamente roubada, sua identidade apagada e seus costumes velados, foram totalmente estruturados sobre a visão do povo branco, sempre colocados em trabalhos de alta carga e esforço físico, sem receber por isso, trabalhos desumanos,sendo inferiorizados e intencionalmente excluídos da sociedade, e esta realidade está presente até os dias atuais, essa distinção na sociedade se manteve, tal que, as chances de trabalho de uma pessoa negra foram reduzidas se comparadas ao de uma pessoa branca, na qual sempre esteve no topo de uma hierarquia, além disso, podemos perceber a descriminação por meio de “piadas” e brincadeiras com cunho racista, carregadas de preconceito, como o acontecimento em março deste ano, no qual o jogador de futebol recebeu ataques e xingamentos, como “macaco” e “favelado”, podemos citar essa indiferença em nossa sociedade pela incidência da maior porcentagem de negros em carcere, no qual corresponde a 61,7%, e sobretudo na quantidade de homicídios de adolescentes negros entre 16 e 29 anos, chegando a 75% e é algo que vem se agravando cada vez mais.
Sob esse viés, foi decretada uma lei (7.716/89) que está em vigor a mais de 25 anos na qual classifica o racismo como crime inafiançável, sendo punido com prisão de até cinco anos e multa, porém é muito pouco aplicada em prática e muitos indivíduos passam impune de seus crimes, quando pegos no flagra, a punição acaba sendo mais branda.
Portanto, é inegável a urgência sobre a discussão desse assunto, e a fim de diminuir os impactos desse problema, o INEP juntamente com o ministério da educação devem com urgência colocar em nossa grade curricular aulas que nos ensinem a história da África e aspectos da cultura negra, visando o combate do preconceito dentro e fora das escolas e alcançar igualdade de oportunidade entre as raças, para alunos do fundamental até o ensino médio, podendo ser desde palestras sobre ou inclusão nas aulas de história.