ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 24/06/2020

O Brasil é um país com uma das maiores diversidades do mundo. Porém a discriminação racial é muito presente, contendo suas raízes nos tempos coloniais, onde um abismo foi aberto entre brancos e negros, e ainda hoje lutamos para fecha-lo. Muitas coisas ainda impedem que consigamos uma sociedade igualitária, como a predominância branca na mídia, e a dificuldade de integração de negros na sociedade.

Primeiramente, devemos compreender que o racismo é estrutural, modelando a sociedade por meio de privilégios e detrimento de determinadas raças. Uma prova disso, é a representatividade da população brasileira no congresso onde, de acordo com o portal de notícias da Uol, 54% da população brasileira é negra, e 96% dos parlamentares são brancos. Até mesmo em lojas de brinquedos, onde uma criança não encontra uma boneca negra, mas sim várias brancas de cabelos louros, crescendo assim com uma percepção racista, imposta pela mídia.

Além disso devemos estar cientes que, a abolição da escravatura não significa a integração dos libertados na sociedade. Isso é refletido na modernidade, onde a integração das novas gerações ainda é um desafio. A falta de oportunidades para jovens negros continua sendo um problema, apesar da existência do sistema de cotas , ele ainda se mostra ineficiente para a verdadeira inclusão social. No livro “Ratos e homens” de John Steinbeck, mostra claramente a discriminação do personagem Crooks que diz “O pessoal joga carta lá, mais eu num posso jogá porque sô preto”, esse tipo de pensamento só contribui para que fiquemos cada vez mais longe da igualdade.

Dessa forma é necessário tomar medidas para que esses problemas sejam resolvidos. Em vista das manifestações do movimento “Black Lives Matter”, o MEC poderia promover palestras sobre o combate ao racismo, nas escolas, convidando pessoas a darem depoimentos, a fim de conscientizar as novas gerações. E também industrias de brinquedos poderiam investir em lançamentos de produtos que representam as crianças negras, para que haja a gradual desconstrução de padrões brancos. Como disse a autora Angie Thomas, " Não é o ódio que você semeia. É o ódio que nós semeamos. Mas podemos quebrar o ciclo".