ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 25/06/2020
Não basta legislar, é preciso civilizar.
Segundo Nelson Mandela, “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. A partir dessa citação, pode-se analisar a segregação e o preconceito racial como algo ensinado e instituído de forma velada e hierárquica em nossa sociedade, uma herança colonial. Logo, chega-se à conclusão de que para rebater esta prática tão presente no Brasil, é preciso recorrer à educação e meios de conscientizar tanto a elite branca privilegiada para que não haja de tal forma, quanto a população negra para que não aceite tal imposição e lute por seus direitos.
A sociedade haje há muito tempo de forma primitiva em relação a tolerância, especialmente ao que concerne às minorias, como os negros. Ainda que ao longo da história tenham sido criadas medidas em prol do anti-racismo, nunca houve uma movimentação para que os negros fossem igualmente vistos e tratados dentro do coletivo. O filme nacional dirigido por Antunes Filho, “Compasso de espera” (1973) insere exatamente esta pauta logo no início do loga-metragem, com a seguinte fala “O 13 de maio não libertou o negro no Brasil, libertou a consciência do branco”, questionando o fato de crimes de conduta discriminatória e racista serem legalmente proibidos e ainda assim persistirem enraizados na cultura brasileira.
Além disso, o abismo social que afasta brancos e negros em relação ao acesso à oportunidades profissionais, também é uma das razões do porque deve-se criar e praticar diariamente iniciativas relacionadas à luta pelos direitos dos negros. De acordo com uma publicação feita pelo G1, “Uma pesquisa feita com mais de 500 empresas brasileiras mostra que, apesar de serem a maioria da população, os cidadãos brasileiros classificados pelo IBGE como pretos e pardos ocupam só 10% dos cargos de chefia”. Essa estatística é claramente uma consequência da escravidão que perdurou por muito tempo como uma prática legal, sendo o Brasil o último país do mundo a aboli-la perante a lei.
Em suma, é evidente que o racismo está entranhado na sociedade brasileira e isso não pode ser visto pelo povo como um fenômeno banal, mas sim como um crime e uma ideia que tem que ser refutada. Portanto, é necessário que o Governo Federal atue em conjunto com o Ministério do Trabalho na criação de cotas trabalhistas para negros e também na sua fiscalização. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) exija uma matéria obrigatória na grade escolar pública e privada que trabalhe a fundo exclusivamente a questão da cultura racista que o nosso país carrega para que assim, tenhamos uma população educada e conscientizada desde cedo.