ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
No curta-metragem australiano “Zero”, o personagem principal Zero é tratado desumanamente por ter um número e uma cor consideradas erradas em sua sociedade. Fora dos limites ficcionais, a animação faz um paradigma com a população brasileira, comparando-a à persistência do racismo. Tal situação se agrava, sobretudo, devido à insistência na imagem de brancos como superiores e à indiferença pela vida negra.
Em primeira análise, é plausível ressaltar a predominância da personificação de pessoas de pele escura como inferiores. Isso ocorre, porque demasiados produtos audiovisuais representam negros com essa classificação ordinária. Consequentemente, as pessoas adotam esse ideal racista. Prova disso é o longa-metragem “A princesa e o sapo”, em que a protagonista Tiana é representada como preta e de baixa condição financeira, e a personagem Charlotte como branca e de alto nível social.
Em segunda análise, é verossímil levar em consideração o desdém pela vida de afrodescendente. Isso advém, pois, no período colonial, negros eram considerados apenas animais e sua existência era facilmente descartável. Como consequência, resquícios dessas ideologias se espelham na contemporaneidade.
Dessa forma, é evidente o quão prejudicial é a falta de caminhos para combater o racismo no Brasil. É necessária, portando, uma ação do governo, que deve, por meio do Poder Legislativo - responsável pela criação e aprovação de leis - elaborar uma lei que proíba a aparição, em mídias, de indivíduos pretos apenas como de baixo nível social, para conduzir e influenciar ao conceito de que todos os seres humanos são iguais, assim, será possível abolir, em parte, essa problemática.