ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
Entre olhares desconfiados a milhões de frustrações, o racismo -preconceito referente a cor da pele ou origem étnica- ainda se faz presente no Brasil de formas implícitas e explícitas, mesmo após a abolição da escravatura em 1888. Desde esteriótipos atribuídos a vários tipos de agressões contra a população negra, diversos impactos sociais negativos são gerados.
Em primeiro plano, a imagem midiática a partir do ponto de vista homogênico de pobreza e marginalização aos negros é avassaladora, contribuindo com tensões, julgamentos e compartilhamento de crenças errôneas, trazendo deste modo dificuldade em relação ao mercado de trabalho, convívio social ou oportunidades de acesso a instituições de ensino. Segundo dados da PNAD (Instituto Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, 64,3% são pretos ou pardos entre 12,8 milhões de desempregados. Essa situação de diferença se repete mesmo quando os cargos ocupados são os mesmos, havendo muitas vezes redução salarial.
Outrossim, inúmeros tipos de violência ocorrem em expressão desse preconceito, formando uma realidade dolorosa para muitas pessoas. No país, um jovem preto é assassinado a cada 23 minutos, tendo a taxa de homicídio três vezes maior que se comparado aos brancos. Entretanto, mesmo com tantas fatalidades a população de forma geral encara esse problema de forma indiferente, ou até mesmo comum.
Em suma, cabe ao Ministério da Educação promover eventos de conscientização e inclusão social á todas as faixas etárias, bem como incentivar a protagonização negra na mídia de forma positiva. Para mais, são incumbidas ao Ministério da Justiça criações de leis mais precisas contra esses crimes. Desse modo, será possível minimizar o terrível racismo tão presente na sociedade, para que uma geração melhor se edifique.