ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
Qualquer pensamento ou atitude que segrega as raças, simboliza racismo. Ele é fruto de uma era colonial vinda dos portugueses que deu início a escravidão, mas que ainda prevalece fortemente na sociedade brasileira. A relação de exclusão com base na cor da pele está presente nos ambientes de trabalho, nas universidades e até mesmo nos hábitos cotidianos.
Em 2017, de acordo com o site do G1, uma pesquisa aponta que de a cada dez profissionais negros, sete já sentiram que perderam a vaga de emprego por conta da sua cor. O estudo ouviu 200 moradores da cidade de São Paulo e conforme o levantamento, 60% já sofreram preconceito no ambiente de trabalho. Segundo o censo do IBGE de 2016, A taxa de desocupação também é um dado alarmante, pois ela revela que 9,5% das pessoas autodeclaradas brancas estão desempregadas, índice que sobe para 14,5% no caso de pardos e oscila para 13,6% no caso dos autodeclarados pretos.
Nas escolas e universidades, o racismo pode manifestar-se de maneira nítida e expressa, mas, pode ser sorrateiro e disfarçado. Nitidamente, encontramos casos de discriminação racial por parte de estudantes, que trazem, muitas vezes, de seus próprios lares a discriminação racial. Além do racismo explícito, casos de racismo estrutural são ainda frequentes nas instituições escolares brasileiras. Um exemplo disso é a discriminação contra os cortes de cabelo ou penteados afro, como o black power.
Um ponto forte para destruir o racismo é o seu debate em mídias que alcancem um maior número de espectadores possível, como é o caso da emissora de televisão Globo, que consegue alcançar milhões de brasileiros. No ambiente trabalhista, o Ministério do Trabalho deve aplicar leis que defendam verdadeiramente as vítimas do racismo para a inclusão dos mesmos nas empresas. Assim surge uma sociedade com representatividade, que assume um caráter completo, retirando as “vendas” do povo que o impossibilitam de ver a importância igual de negros e brancos na evolução da nação.