ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
Em 1538, chegava ao Brasil os primeiros escravos negros, fruto da imposição de uma Segregação Racial . A escravidão começou a tomar grandes proporções no território brasileiro, julgando o povo negro por sua raça e atribuindo à estes indivíduos um sistema de trabalho genocida. Os escravos eram tratados como objetos de venda, não possuíam direitos, eram totalmente submetidos aos seus patrões e poderiam ser castigados e punidos.
Enraizado na história, o racismo sempre se fez presente no Brasil. Este preconceito perdura até os dias atuais. A população negra predomina nas taxas de analfabetismo, população carcerária, pobreza e desemprego, resultado da discriminação racial que precisa ser desconstruída. No território brasileiro, a cada 23 minutos morre um jovem negro e a taxa de homicídio de pretos cresceu 33,1% em 10 anos, enquanto a de brancos cresceu 3,3%. É necessária a inserção de práticas antirracistas no país.
Não basta apenas entender que há o racismo no Brasil, é preciso agir para reverter a desigualdade racial brasileira. Sendo assim, para combater a discriminação é necessário o aumento do protagonismo negro, representatividade no poder, debates críticos em escolas expondo os fatos atuais, dar visibilidade aos negros e valorizar a cultura afrodescendente e afro-brasileira. Deve-se lembrar que Consciência Negra não é apenas no dia 20 de novembro.
Parafraseando Martin Luther King, “Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial”, ou seja, a luta pelo combate da desigualdade, do racismo e consequentemente do genocídio é uma luta constante, que não deve haver regressão. Cabe ao Estado, à população e às instituições a constante busca de combate à discriminação racial. “O anseio pela liberdade eventualmente se manifesta”.