ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 04/07/2020
Quando falamos em racismo, a primeira coisa que nos vem em mente é o preconceito com os que possuem pele negra, por ser destaque no Brasil, mas vale lembrar que racismo é o ato de uma raça crer que é superior a outras de etnias, religiões e/ou características físicas diferentes. Essa ideia de superioridade ganhou destaque no período do Positivismo, onde o objetivo da doutrina era implementar o progresso do bem-estar moral, material e intelectual das sociedades humanas, não se tratando apenas de cor, mas também de cultura. Por se tratar de um crime, deve-se ser combatido de todas as formas possíveis, seja com protestos, campanhas e até mesmo como disciplina escolar. Combater o racismo é algo fundamental para a desconstrução das diferenças políticas e sociais, além de ajudar a minimizar outros preconceitos diariamente presenciados, tais como a homofobia e, ao gerarmos manifestações em redes sociais e nas ruas contra essas discriminações, estamos dando força aos que sofrem com tais atos desumanos. Podemos encontrar o racismo facilmente em nosso dia a dia, seja no julgamento de uma dança de determinado povo, na abordagem policial feita sem motivo ou até mesmo em piadas ofensivas, classificadas como “humor negro”. Essas opressões devem acabar, mas como nossa sociedade em geral é extremamente ignorante e intolerante às diferenças, o que conseguimos, por enquanto, é minimizar as propagações de ódio. Um grande problema é que, de acordo com a DataPoder360, 76% dos brasileiros vêem racismo, mas apenas 28% reconhecem ter preconceito contra negros, sendo que 12% acham que não existe racismo no Brasil. De fato, no assunto racismo, o destaque vem na discriminação da cor da pele. Um exemplo disso é o caso de George Floyd, um homem negro que foi assassinado por um policial branco em Minnesota, EUA. Floyd havia sido acusado – sem nenhuma prova – de ter feito compras com notas falsas em um supermercado. Os policiais o abordaram pelo fato de ser negro e, por ser negro, foi morto. Um branco nunca passará por alguma situação parecida, nunca será abordado na rua apenas por estar andando sozinho ou até mesmo em grupo. São acontecimentos como esse que nos levam à necessidade de protestar nas ruas. Vale ressaltar também que racismo reverso não existe, já que no mundo contemporâneo e moderno os brancos não foram e nem são subjugados ou tratados como escravos ou tratados de forma diferente em vários locais. Essa luta é a favor dos diferentes povos com suas diferentes culturas e crenças, em busca da igualdade e respeito. Para que essa igualdade aconteça, é necessário, primeiramente, que a educação venha dos pais e, assim, seja aplicada no mundo. Ninguém nasce racista, é tudo uma questão de educação e senso. Portanto, a luta contra o racismo deve começar nas escolas e ser aplicada nas manifestações e na vida, respeitando e convivendo com as diferenças.