ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 02/07/2020

A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à igualdade independente de etnia, raça, cor, sexo ou religião. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto que o racismo ainda é enraizado na sociedade brasileira. Esse cenário nefasto ocorre não só devido às conjunturas históricas do homem branco colonizador, mas também à tardia abolição da escravatura no Brasil. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa problemática, com o intuito de encontrar caminhos para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que um dos principais males do preconceito racial é a visão histórica de superioridade que o homem branco carrega consigo. Isso ocorre, pois durante o período do Neocolonialismo os países mais desenvolvidos, como os da Europa, expandiram seus territórios no mundo inteiro com o pretexto de que estavam civilizando os países menos desenvolvidos, o que foi o estopim do discurso da supremacia branca. Infelizmente, essa visão se perpetua até os dias atuais e continua alimentando as prática de racismo na sociedade.

Além disso, destaca-se que o problema ocorre também por conta das condições sociais que se incluem a maior parte dos negros no Brasil, pois segundo o IBGE, 3/4 da população mais pobre é constituída por negros. Essa realidade implica na marginalização dos afrodescendentes no Brasil e, assim, mais uma vez abre-se brecha para o racismo a partir dos brancos da sociedade. Sendo assim, é necessário que hajam medidas para reverter esse quadro.

Portanto, é necessário combater o racismo para se ter uma sociedade igualitária . Para isso, o Ministério da Educação deve promover programas nas escolas voltados ao combate da desigualdade racial, por meio de palestras, debates e aulas interativas mostrando a importância do respeito à diversidade étnica. Só assim, pode-se-á observar os direitos constitucionais na prática.