ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 05/07/2020

A escravidão no Brasil foi abolida em 1888, através da Lei Áurea, mas isso não significou o seu fim. Ela manteve-se em solo brasileiro, com negros sendo segregados de diversos ambientes e vistos com inferioridade, como o grupo étnico que deve sofrer, trabalhar em condições precárias e servir ao homem branco. O racismo existe sim, não se pode negar. Admitir que ele segue presente na sociedade é o primeiro passo para combatê-lo e buscar formas de os direitos humanos serem respeitados e igualitários a todos, independentemente de sua cor, raça ou grupo étnico.

Ao analisar dados de pesquisas como do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é possível perceber como a pessoa branca, em relação à preta, está mais presente em turmas de universidades que cursam medicina, por exemplo. Por isso, ver um negro médico é algo estranho e fora do comum para muitas pessoas que a veem como inferior e incapaz de assumir um cargo dessa altura.

De acordo com a lei, todo mundo é inocente até que se prove o contrário, correto? Mas no Brasil isso não acontece. Quando a polícia vai fazer uma abordagem e encontra alguém de pele clara, ela não sai acusando-a de ter cometido um crime. Já com aquele de pele escura é outra situação. Em alguns casos, sem ter provas ou conclusões sobre aquele indivíduo preto, a polícia o trata de forma brusca, usando a força e seu poder para torturá-lo e fazê-lo sofrer. É perceptível, a partir de situações como essa, a presença de discriminação, por causa da cor ou raça, na sociedade atual. É função de órgãos públicos garantir a preservação dos direitos humanos para todos, sem exclusão. Todos são iguais perante a lei e seu tom de pele não deve servir como obstáculo para que ela não seja cumprida.

É de grande importância que seja trabalhado nas escolas esse assunto. Fazer com que uma criança branca entenda que pode ser amiga de uma pessoa negra e conviver com ela é um passo importante pra quebrar o racismo e construir uma sociedade melhor. Com certeza, se isso fosse ensinado nas instituições de ensino desde sempre, casos como “Policial branco mata homem negro” poderiam ser evitados e este não teria o pensamento de que seu projeto de vida é viver no mundo do crime e que nada pode mudar.

Preservar e lutar pelos diretos humanos iguais a todos é essencial para alcançar o fim do racismo. É possível que projetos existentes em prol disso ganhem mais forças se houver grande divulgação pelas mídias sociais, através dos influenciadores. Esse tipo de pessoa possuem milhares de seguidores que acompanhando seu trabalho e o que aquele influenciador diz. Então, a partir do momento que for implementados mais debates e conversas sobre entender que negros não são inferiores devido a sua cor, o racismo será vencido e uma sociedade alienada e com entendimento no assunto irá surgir.