ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
O racismo é a ideia de uma sociedade hierárquica de pessoas baseadas na raça. No Brasil, por sua vez, ele é fruto do período colonial e escravocrata estabelecida pelos colonizadores portugueses. A justificativa para o ocorrido é mostrar que existe uma raça superior, e esse pretexto foi utilizado para a escravização, sobretudo, da população preta. Esta, evidencia uma grande disparidade na equidade entre a realidades dos pretos e brancos. E se sobressai, principalmente, em relação a inserção destes na sociedade contemporânea.
Mesmo passados mais de 130 anos da abolição, a população preta continua ocupando a base da pirâmide social no Brasil. A cor da pele se tornou um dos componentes fundamentais na formação das desigualdades no território nacional, a qual afeta o acesso ao mercado de trabalho e o desenvolvimento social do ser. Levando em consideração essa circunstância, o desenvolvimento dos pretos em comparação a expectativa de vida, desenvolvimento acadêmico e ganho monetário é menor do que dos brancos. Com estes fatos, torna-se muito menos arbítrio o contexto no qual se encontra esses indivíduos, facilitando ainda mais a propagação de estereótipos.
A necessidade de oportunidades e capacidades devem ser amplas, entretanto, isso não acontece da maneira mais propícia ao refletir, que a maioria não tem a opção de escolha da vida desejada. Segundo uma pesquisa divulgada pela PNAD Contínua, em 2010, 62% da população branca com mais de 18 anos possuía o ensino fundamental completo, todavia, o percentual caiu para 47% na população preta. Dessa forma, as divergências entre as raças mostram-se não compactas, influenciando de forma direta a qualidade de vida dos menos favorecidos.
Portanto, para que haja prosperidade no desenvolvimento humano e as disparidades diminuam desde o crescimento intelectual ao ganho salarial é imprescindível a ampliação das chances a fim de uma mutualidade. Com isso, as instituições privadas podem promover mais ações afirmativas com o objetivo de não negligenciar essa discussão. O campo educacional deve se envolver e instigar a promoção de palestras desde os níveis de ensino básico, com a finalidade de gerar uma mudança de mentalidade dos indivíduos em suas relações interpessoais e, assim, trazer à tona a compreensão de que o “diferente” não é o “mau”.