ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 05/07/2020
Segundo dados do IBGE, mais de 54% da população brasileira é constituída por pessoas pretas e pardas. Ainda assim, os números de casos de racismo no Brasil são muito altos, o que surpreende se considerarmos a relação entre essa taxa e a diversidade étnica brasileira.
Esses altos números, provados pelos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) , que expõem que as mortes de pessoas negras são 132% maiores que as de pessoas brancas, o que é explicado pelo racismo, podem ser elucidados pela época da abolição escravatura no país, na época da colonização europeia. Nesse período, apesar de os negros terem conquistado a sua liberdade, não receberam nenhum tipo de auxílio proveniente do Estado ou direitos iguais aos da população branca, sendo jogados à margem da sociedade e, apesar de uma maneira menor, permanece assim até hoje.
Esse ocorrido, como dito, promove consequências atualmente, por isso, mesmo com a maior parte da população sendo negra, como também citado anteriormente, o preconceito étnico continua presente, dessa vez até mesmo de uma forma estrutural.
Essa forma estrutural, ou seja, o conjunto de práticas sociais, políticas e econômicas que privilegiam um determinado grupo social enquanto deteriora o outro, é o motivo do racismo ser tão difícil de acabar, pois ele está enraizado na sociedade como um todo.
Além do racismo estrutural, existem mais duas concepções sobre: o individual e o institucional. O individual se refere a atitudes racistas tomadas por um indivíduo único, já o institucional acontece quando instituições, privadas ou públicas, tomam atitudes que favorecem apenas a um grupo social, deixando assim o outro em desvantagem.
O fim completo do racismo só seria possível se houvesse o fim do racismo estrutural, pois, nesse caso, as outras duas concepções, apesar de serem passivas de punição segundo a lei n.º 7,716, de 5 de janeiro de 1989, uma sanção individual ou coletiva não acabaria com o preconceito inveterado na comunidade brasileira como um todo.
Contudo, a solução ideal para a redução e combate ao racismo no Brasil seria uma fiscalização de autoridades governamentais em relação ao acercamento de questões raciais nas escolas, além da explanação e facilidade de acesso ao assunto, pois, segundo Paulo Freire, a educação transforma pessoas que, consequentemente, transformam o mundo. O reconhecimento dos privilégios de pessoas brancas perante ao racismo é um passo importante na luta antirracista, porque assim é mais simples pensar numa solução rápida, em conjunto ou individualmente, usando esses privilégios a favor da luta, traçando assim um caminho no movimento contra o racismo no Brasil.