ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 05/07/2020

Após a abolição da escravatura, os direitos humanos não foram devidamente concedidos aos ex escravos. Estes não dispunham de condições básicas como moradia e trabalho dignos, propiciando seu envolvimento no mundo do crime para a própria sobrevivência. Desde então, o negro é marginalizado e discriminado de forma errônea.

Conforme a lei n° 7.716 de 5 janeiro de 1989, a discriminação étnica é um crime que deve ser punido. Contudo, na prática, a justiça brasileira não só falha ao julgar o racismo como também contribui para a sua propagação. Exemplificando, é nítida a diferença entre as penas aplicadas a brancos e a negros: enquanto estes são presos, agredidos ou até mortos em virtude de meras acusações - que a justiça nem se dá o trabalho de investigar - aqueles são facilmente absolvidos de seus delitos, sejam eles graves ou não. Isso se dá pela ideia arcaica, que já deveria ter sido erradicada, de que negros estão ligados à criminalidade.

Em adição, eles são discriminados de diversas formas e nos mais variados contextos. O principal exemplo é ao se tratar dos padrões estéticos: pessoas brancas, com cabelo liso ou levemente ondulado e traços caucasianos, são mais aceitas do que pessoas negras, com cabelo cacheado ou crespo. Essa situação se reflete tanto no mercado de trabalho - em que dificilmente se vê negros em cargos importantes - quanto no cotidiano, com o afeamento de seus traços.

Em suma, o preconceito está enraizado no pensamento de uma sociedade eurocêntrica que não sabe abraçar diferenças. Para amenizar essa questão, é necessário que as noções racistas sejam desconstruídas assim como que mais pessoas negras ascendam no mercado de trabalho. Cabe ao governo proporcioná-las mais oportunidades e reforçar a lei supradita. Ademais, é dever da população identificar seus preconceitos e trabalhá-los.