ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 05/07/2020

O Apartheid foi um regime de segregação racial (entre negros e brancos) ocorrido na África do Sul entre os anos de 1948 a 1994. Após anos de luta, o regime foi dissolvido por Nelson Mandela, então presidente do país, garantindo liberdade a todos os indivíduos, como consta no artigo 1° da Declaração Universal Dos Direitos Humanos, criada em 1948. Infelizmente, a liberdade não é o único requisito para se ter uma vida digna, ainda existem dificuldades a serem superadas. Um dos fantasmas que ainda assolam toda a humanidade é o racismo, presente não só na África do Sul, como em todo o mundo. Tal prática teve início com a escravidão de africanos no período das Grandes Navegações, que disseminou pelo globo a ideia errônea de que a cor negra deve ser associada a inferioridade, e mesmo que o tempo passe, ainda existem indivíduos que acreditam que a cor da pele influencia no caráter.

Outrossim, vale ressaltar que grande parte do racismo que, infelizmente ocorre no Brasil é causado pelos próprios cidadãos, uma vez que a maioria crê que as pessoas negras são pobres e até de má índole, apenas por causa da cor de sua pele. Isso pode ser percebido nas pequenas coisas do dia a dia, sendo uma das mais comuns evitar falar com alguém que é negro, entre outras práticas extremamente racistas e (principalmente) preconceituosas. Outro fator preocupante é que esse tipo de comportamento não se restringe apenas a adultos, a maioria das crianças negras também são vítimas do racismo, muitas vezes até por outras crianças. Isso acontece de diversas maneiras, tais como: serem excluídas de uma brincadeira, além de serem obrigadas a ouvir insultos apenas por causa da cor da pele, o que futuramente pode vir a causar vários problemas de autoestima, depressão, entre outros.

Um dos movimentos que vêm tomando as ruas do Brasil e do mundo é o “Black Lives Matter” (em tradução livre, “Vidas Negras Importam”), o qual luta pelo fim do racismo, além da conscientização das pessoas acerca dessa problemática. O movimento reuniu pessoas de todas as idades, gêneros e raças para lutar contra esse mal que tanto afeta a humanidade, por meio de manifestações e passeatas. É preciso agir, afinal apenas acreditar que o racismo é um problema simples não dá fim a ele.

Diante desses fatores, é evidente que esse problema deve ser solucionado. Assim, cabe ao Estado fiscalizar ativamente o cumprimento da lei n° 7.716 (Lei Caó), a qual classifica o racismo como crime, bem como o diálogo constante sobre essa problemática com os fiscalizadores dessa lei (a polícia e o poder Judiciário). Além disso, é necessário o debate sobre esse tema em escolas e nos próprio lares brasileiros, a fim de que esse problema possa ser resolvido, e que as crianças cresçam tendo em mente que a cor da pele não influencia no caráter. Afinal, todas as vidas importam, independente de gênero, idade, condição social, e principalmente, de raça.