ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 02/07/2020
“Toda força será fraca se não estiver unida”. O trecho do poeta francês, Jean de La Fontaine é o reflexo de nosso país, tendo em vista que, a maioria dos negros não denuncia ou protesta contra o racismo e a discriminação que sofrem, por medo ou por acreditar que nada será feito para reverter a situação. Nesse sentido, vê-se o cenário, motivado pela falta de punição e, também por se tratar de uma questão histórica e cultural.
Primeiramente, a questão histórica e cultural do racismo, explica-se pela visão de que se tinha do negro escravizado tratado como um objeto de compra e venda e servidão. A visão que perdura até hoje, por parte de muitos é considerar o negro como preguiçoso, insolente, se revelando nas entrelinhas de piadas, comentários e brincadeiras, e ainda não os considerando dignos de frequentar determinados lugares ou assumir certos cargos públicos ou privados.
Além disso, o crime de racismo está previsto na Lei número 7.716/1989 e é inafiançável. No entanto dificilmente alguém é punido devido as dificuldades em se apresentar ou manter as provas e a pouca procura pela denúncia. Considerando que muitas vezes são mal interpretados passando de vítima a culpado, sofrendo mais discriminações.
Por fim, medidas são necessárias para minimizar e tentar reverter esse problema. Uma forma seria pelo viés da educação, com ações direcionadas pelo Ministério da Educação e Cultura, numa esfera maior, assegurando que em todos os currículos da Educação Básica, Ensino Médio e Superior sejam previstos trabalhos com questões como respeito à diversidade , a história afro-brasileira e a cidadania, indo além das aulas de História, Filosofia e Sociologia, permeando todas as disciplinas. Dessa maneira incentivando a reflexão, o diálogo, a interação desde a infância para que coexistam respeito, igualdade de oportunidade, humanização das relações sociais para, quem sabe, uma dia,uma sociedade mais justa e feliz.