ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 10/07/2020
No seriado americano “Todo mundo odeia o Chris”, o protagonista, um adolescente negro, sofre bullying na escola, sendo acometido, através de comentários de seus colegas relacionados, principalmente, à sua etnia. Diante à realidade, assim como retratado na série, a prática dessas questões tem se tornado cada vez mais frequente no ambiente escolar, afetando gravemente tanto a vítima quanto o agressor. Tais episódios sucedem, especialmente, da permanência de ideais de hierarquia a partir da cor da pele, bem como a negligência por parte das instituições de ensino em relação à temática, a qual merece absoluta dedicação ao ponto de ser minimizada.
Primordialmente, evidencia-se a existência do racismo estrutural, fato o qual decorre de ensinamentos retrógrados acerca de uma suposta superioridade racial. Esse, é facilmente identificado em pequenos detalhes os quais constantemente passam despercebidos, como em expressões rotineiras e, inclusive, no setor de entretenimento - por exemplo, o fime “corra”, onde todos os negros que se relacionam com a atriz principal possuem a memória apagada e são transformados em empregados da família rica. Consequentemente, palavras como “exclusão” ou “desvalorização” tornam-se frequentes no cotidiano de uma pessoa negra, dificultando, portanto, sua integração social de modo geral.
Em segunda análise, é considerável tratar a respeito do despreparo escolar quanto às agressões, visto que diversas vezes são ignoradas. Segundo pesquisas realizadas pela ONU, cerca de 43% dos estudantes brasileiros já sofreram bullying pelo menos uma vez, em razão de sua etnia, opção sexual, aparência física, entre outros. Esse percentual é consideravelmente amplo quando comparado às medidas tomadas e aos efeitos causados na vítima, entre eles o isolamento social, a queda no rendimento escolar e, em casos extremos, o suicídio.
Desarte, é de suma importância a intervenção do MEC, que deve, por meio de atividades interativas, abrangendo debates abertos e cartazes informativos, inserir maior discussão quanto ao racismo e o bullying. Junto á isso, é fundamental a contratação de profissionais capacitados como psicólogas a fim de conscientizar os jovens de que somos todos iguais e merecemos devido respeito, da mesma maneira, esclarecendo princípios de empatia, fazendo com que, vítimas como o Chris, sintam-se mais acolhidos socialmente.