ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 12/07/2020
Assim como no filme “infiltrado na Klan”, que trata sobre a luta dos afro-americanos para inclusão social numa sociedade segregacionista e opressora, no período de 1978, nos Estados Unidos, o Brasil, na sociedade contemporânea experimenta desta batalha, porém de tal forma que, grande parte dela não é exposta ou não ganha notoriedade o suficiente. Desse modo, este cenário de mortes e preconceito, tornam-se árduas as soluções, por vezes pela falta de olhar crítico e também pela inconsistência dos movimentos.
Em primeiro lugar, é apropriado citar que a discriminação racial, ao ser praticada, age contra o direito civil do indivíduo. Sob o mesmo ponto de vista, vale ressaltar o discurso do Filósofo Jürgen Habermas: esta consiste na capacidade de uma pessoa em defender seus interesses e demonstrar o que acha melhor para a comunidade, demandando ampla informatividade prévia. Logo, compreendendo que o racismo é uma forma de preconceito, na maioria das vezes estrutural, no país, após a Lei Áurea os negros foram segregados para as periferias, onde se acentuou o foco dessa agressividade social. Afim de mudar este prejulgamento, em certa parte, afrontoso, a hesitação torna-se um mal, que acumula e destrói em silêncio famílias que não conseguem tanta força para mudar seu espaço.
Em segundo lugar, é conveniente manifestar que o racismo além de mudar as pessoas que sofrem, alteram também autoridades, como policiais, estes que tratam o civil com agressividade e de maneira que sejam causados homicídios, assim como o caso de George Floyd, João Pedro, entre muitos outros. Sendo assim políticas públicas, policiais, e a sociedade em geral, observam, o início e o desfecho de várias histórias que sempre acabam com o mesmo fim, este que não muda o seu estado presente e permanece constante, tendo em premissa o Brasil hodierno, a mudança tornou-se momentânea com o movimento “Black lives matter” que gerou protestos, de mudanças, contudo com pouco êxito, já que tornou-se uma forma de conscientização global, contudo sem mudanças jurídicas ou planos que reduzissem o problema no país.
Assim sendo, para a problemática racial desarmônica manifestada por tiras, a reforma policial seria um grande passo, pois reduziria os assassinatos cometidos por tais. Para tanto, os colégios poderiam agregar um processo social em que as crianças, acompanhadas de psicólogos, demonstrassem a afetividade entre todos os colegas e caso sofresse influência externa negativa, por outras pessoas, por exemplo, a família, aprenderiam o “porquê” deste preconceito, conhecendo, então, que independente da cor da pele, somos todos humanos e “iguais”, pois de acordo com o filósofo Pitágoras “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.”.