ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 12/07/2020

" Você tem que agir como se fosse possível transformar radicalmente o mundo. E você tem que fazer isso o tempo todo". Angela Davis.

O Brasil no final do século XIX, sequestrou mais de 50 milhões de africanos, sendo esse, o país que mais utilizou obra escrava em toda a América, desta forma, a população criou suas riquezas, valores e instituições, através da escravidão, de uma forma maciça. Nesse contexto, o racismo estrutural e o racismo institucional, são formas de menosprezar e manifestar a discriminação de indivíduos em diversas áreas, o racismo também conta com a normalidade de como a sociedade funciona, sem questionar absolutamente nada do que é exigido. O racismo estrutural, nada mais é, que um racismo que foi estruturado-se ao longo dos anos.

Por consequência desta marginalização, a falta de oportunidade para a população negra é ainda maior, encontrando uma série de barreiras no mercado de trabalho. De acordo com estudo divulgado pelo Dieese, em 2011 a taxa de desemprego era de aproximadamente 12% entre os negros e 9,6% entre os não negros, o estudo ainda mostra , que os negros estão mais presentes em construção civil e serviços domésticos, ressaltando o privilégio de pessoas brancas, deve-se destacar também, o fato de indivíduos negros muitas vezes viverem em situações precárias e de miséria.

Sendo assim, atualmente, o principal motivo o qual levou as pessoas à cometerem a manifestação contra o racismo nas mídias sociais, foi a morte de diversas vidas negras, no Brasil a violência da polícia contra negros também se acirrava nas periferias, somente em São Paulo, houve pelo menos quatro casos de tortura e abuso de autoridade por polícias militares no mês de junho, no mais emblemáticos, pode citar a morte de o jovem negro João Pedro Assim como mostra no documentário a 13ª emenda, em que examina os estágios da construção histórica do preconceito e como o racismo contribuí para associar os negros ao mundo do crime e, por consequência desta, o aprisionamento deles na cadeia, através de um processo de encarceramento de massa.

Logo, para que haja uma luta contra o racismo em sua dimensão estrutural, afim de, uma transformação social, é preciso abrir mão de privilégios, para que a luta seja efetiva. Com isso, fica evidente a necessidade de ampliação de medidas para o combate à desigualdade, o Ministério de Saúde e o Ministério de Direitos Humanos deve investir em um saneamento básico, para que possa diminuir a taxa de desigualdade entre a população e o direito a atendimento em redes públicas à todos, por profissionais capacitados, sendo, por meio de projetos, com a divulgação e a criação de leis, para que possa inserir o negro na sociedade, que tem como principal objetivo  a igualdade de oportunidades. entre etnias.