ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Na minissérie " olhos que condenam" apresentada pela Netflix, é retratado um dos maiores casos de injustiça racial nos estado Unidos. Ela conta a história de um grupo de garotos negros que foram injustamente acusados de estupro, após serem submetidos a condições de interrogatório sub-humanos, gravaram vídeos confessando um crime que não haviam cometido e com isso passaram a maior parte de suas vidas presos. Mesmo sendo um caso fora do nosso país, a realidade do racismo é muito mais próxima do que realmente imaginamos, ela é fruto de uma bagagem de desigualdade social dos pretos, somado a uma herança cultural preconceituosa e difundida.

Em primeira análise cabe avaliarmos a história do nosso país. Após o fim da escravidão por motivos comerciais, não se foi dado suporte, escolarização ou qualquer meio pra condição de mudança de estado, essa falta de apoio se perpetuou dos pais aos filhos, gerando um ciclo de desigualdade étnica, onde atualmente segundo o IBGE, apenas 17% da classe mais rica é negra, enquanto representa 3 quartos da classe mais pobre. Essa cultura corrobora com os estereótipos sobressalentes nessa comunidade, o que manifesta em sua base o racismo institucional e velado.

Em segundo lugar, não basta avaliarmos apenas as consequências dessa desigualdade, como ainda, a origem da perpetuação do ódio para com esses grupos. Visto que toda atitude humana busca em si a aprovação ou reação alheia acaba se tornando por tanto, dentro dos aspectos psicológicos algo que é fundido desde de a educação familiar, é algo impregnado, muitas vezes não percebido, e até mesmo aceito. Por mais que a lei criminalize essas atitudes, ela acaba por não ser aplicada, tanto pela relativização do que de fato é ódio, tanto pela insegurança dos indivíduos atacados, todo processo acaba por ser extremamente hipócrita, pedimos que alguém denuncie racismo, sem dar suporte pro individuo fragilizado.A mãe que é obrigada a alisar o cabelo para trabalhar não vai denunciar racismo se não o identifica, ainda mais se depende do emprego pra alimentar os filhos.

Mediante a origem e base pra continuidade dessa cultura de ódio racial no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação forneça assistência pedagógica funcional no colégio público, podendo identificar esses casos e cuidar das pessoas a partir de relacionamentos, isso se faz com maior investimento municipal nos colégios, além de uma capacitação do professor nas faculdades de licenciatura, para cuidarem de pessoas e não apenas ensinarem um conteúdo. Dessa forma se pode desenvolver um ambiente escolar que lide com as cargas familiares e promova mudança nos indivíduos, que estando seguros de si, resolverão os problemas pela lei disponibilizada, e passarão esse mudança aos pais, o que auxiliaria em um ambiente familiar mais estruturado.