ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 12/07/2020
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade de direito”, diz o Artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que nem sempre é posto em prática. A sociedade racista implicitamente inferioriza os negros, oferecendo menos oportunidades de emprego e criticando o biotipo, causando insegurança, e não liberdade.
Sob tal cenário, é notório que existem mais profissionais brancos que negros, muitas empresas acreditam que sua instituição será descredibilizada ao possuir um funcionário negro. Tem-se como exemplo de tal disparidade as instituições de ensino do Brasil, onde dos quase 90 mil professores cerca de 12 mil são negros, ou seja, menos de 15%.
Em paralelo a isso, nota-se o padrão de beleza imposto pelo âmbito social, onde pessoas negras escutam e muitas vezes passam a acreditar que não são bonitas, que seus cabelos precisam ser lisos para serem aceitas. Dentro desse tema é possível mencionar o filme original da NETFLIX, “Felicidade por um fio” - dirigido por Haifaa Al-Mansour - onde conta a história de Violet de Jones, uma mulher negra que acredita durante muito tempo que só será bonita e aceita se estiver dentro dos padrões de beleza impostos pela sociedade.
Torna-se evidente que medidas devem ser tomadas para amenizar tais problemas, a fim de atingir um corpo social mais justo. Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho - órgão que atua na defesa dos direitos coletivos e individuais na área trabalhista - sancionar, juntamente com o poder legislativo, leis de inclusão obrigatória de pessoas negras em empresas. Cabe também à mídia promover campanhas publicitárias a fim de salientar que todos são iguais, que a cor da pele não torna ninguém inferior ou superior. Dessa maneira, o país tornar-se-á um país menos hostil, assim atingindo cada vez mais a harmonia.