ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 12/07/2020
“Foi naquela frase ’tinha que ser preto’/ o estrago foi feito e não vai voltar” - excerto retirado da música “Mais uma briga no bar”, do cantor e compositor Projota. Tendo isto em vista, é conspícuo o preconceito enraizado e a exclusão social no âmbito comum brasileiro, claramente retratado pelo músico, a partir do momento que usam a cor de pele do individuo como uma justificativa de defender a fala racista.
Sendo que, desde a colonização do país, o preto foi visto como mercadoria - com a intolerância das nações colonizadoras, usando a religião como base para sustentar tal pensamento -, trazendo ao continente americano, entre o século XV e XVI, mais de 10 milhões de pessoas escravizadas. Somente em 1888, conseguiram a abolição da escravatura, todavia, sem o cuidado de inserir-los na sociedade.
Este ato tornou discrepante a notoriedade do negro socialmente até a atualidade, quando somente em 2019, houve um maior número de negros matriculados nas faculdades públicas - mostrando-se presentes em 50,3% das matrículas, segundo o IBGE. Tal dado ainda não corresponde ao ideal, tendo em vista que aproximadamente 60% da população é preta ou parda, e pequena parte dessa porcentagem ocupa espaço no mercado de trabalho, quando 64% dos desempregados são dessa etnia.
Logo, a partir da ciência de tais acontecimentos, a inserção do negro no país é essencial para o crescimento deste; com o investimento de ensino básico nas periferias e a persistência da cotas raciais nas faculdades - inserindo-os desde a infância e quebrando o racismo incrustado no brasileiro - além do ensino de expressões de origem racista, como “denegrir” ou “inveja branca”. Com isso, casos como o retratado na música serão escassos na realidade brasileira.