ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil
Enviada em 13/07/2020
Na minissérie norte-americana “Olhos que me condenam” é retratada a condenação e a prisão de cinco jovens negros do bairro do Harlem sob a falsa acusação de estupro de uma mulher no Central Park em 1989. Além da ficção, é possível verificar uma intensa problemática que envolve situações de racismo no âmbito social contemporâneo brasileiro. Dessa forma, fica evidente que tal infortúnio acontece devido ao racismo estrutural bem como a negligência da justiça em cumprir seu dever. Sendo assim, é notável que necessitamos de mudanças para evitar que esses acontecimentos se repitam.
Em primeira análise, sabe-se que o Brasil passou por 300 anos de escravidão, e em 1888 a Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel, abolindo de vez a escravidão. Mesmo após toda essa série de acontecimentos, ainda no século XXI utilizamos inúmeras expressões que são ofensivas em relação ao preto, sendo alguma delas : “criado mudo”, “lista negra”, “serviço de preto”, “a coisa da preta”, “ovelha negra”, “não sou tuas negas” etc; Entretanto, é explícito que, após o fim da escravidão, não ocorreu a inserção efetiva dos negros na sociedade.
Em segunda análise, é válido ressaltar o infeliz acontecimento envolvendo o jovem Leonardo Nascimento que foi preso por ser acusado como o autor de latrocínio contra Matheus dos Santos Lessa, isso tudo devido a “grande semelhança ao que foi descrito pelas vítimas, e com características da pessoa do delito, isso pode ter induzido as vítimas ao erro”-palavras de sua advogada Ingrid Dantas. Além do mais, de acordo com os dados divulgados pela revista Exame, os negros são os mais processados por tráfico com menos quantidade de maconha, cocaína e crack do que os brancos. Ou seja, a justiça não é apenas injusta mas também racista, pois a cor de pele conta na hora de um julgamento.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para mudar este quadro. Dessa forma, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança a criação e a divulgação de novas leis com o intuito de defender o preto,e, melhorar suas medidas investigativas para que pessoas inocentes deixem de ser presas. E também ao Ministério de Comunicações através da mídia, como difusora de informações, deve promover propagandas, filmes, desenhos, na qual o preto se destaque deixando claro que somos todos iguais. Por fim, vale lembrar que a principal mudança vem de casa; então os familiares e amigos devem desde cedo ensinar as crianças de forma que a cor de pele jamais interfira nas suas decisões e amizades.