ENEM 2016 - 2ª Aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasil

Enviada em 19/08/2020

O racismo no Brasil não é algo novo ou raro. A escravidão foi abolida a anos, mas ainda sim é possível enxergar seu reflexo em nossa sociedade atual. Reflexo esse que limita e tira a vida de dezenas de negros todos os dias. Mesmo a população negra sendo a maioria no Brasil, o racismo estrutural e institucional está enraizado e presente no cotidiano, portanto torna o combate a ele ainda mais desafiador.

Com a base escravocrata que o Brasil foi erguido, um dos reflexos que a escravidão deixou, foi a naturalização da desigualdade. A desigualdade social esta intimamente ligada a questões raciais. Sem nenhum tipo de suporte para se adequar à nova sociedade, pessoas que foram escravizadas permaneceram sob a margem da sociedade e se viram obrigadas a continuarem em trabalhos desvalorizados. E então o racismo estrutural se torna mais visível, a normatização de pensamentos e falas preconceituosas que ferem a integridade de um grupo de indivíduos.

Entretanto, com a chegada da tecnologia nunca foi tão fácil provar casos de racismo e a população está enfim acordando. Um exemplo é o atual caso do norte americano George Floyd que movimentou um massivo grupo de pessoas nas ruas, mesmo durante a quarentena, para pedir justiça.

É possível concluir que o racismo está implantado na sociedade a muitos anos, e a solução desse problema será a longo prazo. Primeiramente é sempre necessário expor casos de racismo, expor para abrir os olhos e desenvolver empatia de mentes retrógradas que acreditam que o racismo no Brasil não existe. Também é necessário dar espaços para pessoas negras contarem sua história e experiências para que seja possível entender e identificar práticas de racismo velado.

E é dever do governo instaurar politicas públicas de cotas, e ampliar o acesso a cultura, saúde e educação às pessoas negras. E dever do Estado cumprir a lei e criminalizar de forma efetiva casos de racismo.